sábado, 14 de julho de 2012
On 11:16 by Rogério Tobias
Publicação: 08/07/2012 04:00
Rogério Tobias
Nos treinamentos empresariais sempre me pedem para falar um pouco de paradigmas. É um conjunto de princípios do conhecimento que serve como referência na solução de um problema. São coisas que deram certo no passado e que se transformam em padrão, em verdades incondicionais. O que isso tem de perverso é que as empresas tendem a tomar suas decisões partindo do pressuposto de que basta repetir a receita do que as levou ao sucesso e tudo dará certo. Muitos empresários se sentem confortáveis com isso porque têm um sentimento de proteção. Quanto mais conhecem algo que já é um costume no seu negócio, mais se sentem à vontade para decidir. Pensam que isso garante seu poder ou importância na organização. Logo, tomam aversão às mudanças e têm dificuldades para aceitar as novas realidades. Essas pessoas têm medo de que as inovações as façam perder o poder ou até mesmo a utilidade. Surgem daí as batalhas entre o novo e o tradicional nas organizações.
Preparar o espírito para as transformações constantes é fundamental para as administrações. O mundo empresarial é marcado por encontros e despedidas, o tempo todo. A filosofia da organização deve deixar clara a sua predisposição para o novo. Todos devem saber que algo vai mudar a qualquer momento e que ninguém ou nenhum setor da organização podem se sentir o dono da verdade.
Os consumidores a cada momento tendem a alterar seu modo de vida, seu jeito de consumir e, por isso, passam a ter novas expectativas e exigências, o que gera a necessidade de mudanças nos produtos, nos serviços, nos relacionamentos e na forma de comunicação. Sem contar a necessidade de alterações na linha de frente o tempo todo.
Em marketing é comum ter que quebrar paradigmas. Torna-se questão sine qua non que seus profissionais estejam abertos às variações, e com atitudes desprendidas contribuam para tornar a organização mais flexível e em harmonia com os novos tempos.
Quando se fala em mudanças, o marketing deve assumir responsabilidades. Deve perceber primeiro, ver com lentes mais potentes e, assim, traduzir com maior clareza a força e a direção das mudanças. O marketing necessita ser um exemplo de atividade organizada para lidar com a transmutação. Nele não podem atuar pessoas míopes e avessas a alterações. Já trabalhei em empresas em que o tradicional era o dirigente maior. Dominavam os preconceitos, os convencionalismos, as certezas e o conhecimento clássico era indiscutível. Nelas a mudança veio como um vento e passou por cima de tudo. Muitas pessoas não foram capazes de conviver bem com a nova realidade e tiveram que dar passagem.
As alterações no mercado não esperam, nem avisam sua chegada. No varejo e nos serviços as mudanças são insistentes. Dorme-se com uma realidade e acorda-se com outra. Pode ser a hora de discutir na sua empresa o que sempre foi aceito como verdade. O mercado pode exigir mudanças no seu segmento e a organização talvez esteja necessitando ultrapassar alguns paradigmas.
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Livro: 121 Artigos de Marketing (Prof. Rogério Tobias)
Consultor MSc. Rogério Tobias ADM.
Profissional na área de Consultoria, Treinamento e Prática do marketing nas empresas. Atua atendendo de forma customizada as necessidades empresariais para uma melhor gestão do marketing, com ênfase em Vendas e motivação de equipes. Autor do livro "121 Artigos de Marketing".