terça-feira, 18 de janeiro de 2011

On 21:53 by Rogério Tobias

Uma pessoa entra numa loja atraído por um comercial de 30 segundos na televisão, por um out-door de no máximo oito palavras, ou por um anúncio bem elaborado no jornal. E por ter localizado facilmente o ponto de venda, o qual tinha placas estrategicamente colocadas e de fácil entendimento, percebeu que poderia dispor de mais tempo para dedicar-se à busca dos produtos com os quais estava interessado.

De uma maneira extremamente gentil ele foi abordado por um vendedor a sorrir-lhe, desejando-lhe boas vindas e dizendo-lhe que ficasse à vontade e, que a qualquer dúvida bastava chamá-lo. O cliente pôde perceber que  os produtos estavam na altura de seus olhos, de fácil manuseio e que para cada tipo, tinha sempre um em demonstração para melhor apreciação e até experimentação.

Viu ainda que em todos eles constava o preço e as condições possíveis de pagamento, o que não lhe deixava nenhuma dúvida quanto  a esta questão. Somente depois de algum tempo ele percebeu que uma música agradável saía stereo de todos os lados da loja, e que pelo repertório muito bem selecionado, ele até já se sentia um pouco mais confortável e à vontade naquele ambiente. Surgiu-lhe porém uma dúvida sobre a forma de utilização de um determinado produto, então ele pediu a presença de um vendedor. Este veio imediatamente, solícito, e explicou-lhe detalhadamente sobre o mesmo, demonstrando total conhecimento. Este Perguntou-lhe se precisava de mais alguma informação e se afastou um pouco, deixando-lhe novamente à vontade, devaneando pelos corredores limpos, e bem sinalizados da loja.

Se não fosse tão observador não teria percebido o aroma levíssimo e agradável reinante em todo o ambiente e se perguntou? - Será que este aroma é colocado no ar condicionado? - Eu percebo este mesmo aroma em todas as lojas dessa empresa! Como seu tempo estava vencendo, comprou os produtos os quais  fora buscar, levou outros, um dos quais entendeu ser a solução na sala de sua casa e outro que cairia como uma “luva” na cabeceira de sua cama. Viu com satisfação que não teria que enfrentar fila para efetuar o pagamento e que o caixa não precisava chamar o gerente ou passar para outro funcionário o seu cartão de crédito. Era rápido! Ao passar pelo caixa além do sorriso e o tradicional e indispensável obrigado pela preferência, recebeu uma “ lembrancinha ” como forma de agradecimento e “recall positivo”.

Dias depois precisou trocar um dos produtos. E não teve burocracia. Foi imediato! E ainda lhe pediram desculpas pelo trabalho dado! Aproveitou a ida na loja e olhou outros produtos que lembrou precisar. Comprou mais!

Dez dias depois, estava em casa, quando ligaram da loja perguntando-lhe sobre a qualidade do atendimento recebido, a qualidade dos produtos adquiridos, a rapidez na hora de pagar, aspectos que considerou mais positivos ou negativos naquele estabelecimento e, que sugestões tinha para a melhoria da prestação dos serviços. A telemarketeer foi tão objetiva e carismática que ele respondeu atenciosamente. O relógio despertou às nove da manhã e ele percebeu que acabara de sonhar. Era hora de ir à realidade. Era hora de ir às compras!

Todas as empresas,  sejam elas grandes ou pequenas, de produtos ou de serviços,  terão em 1999, novas oportunidades para  praticarem o marketing e  ganhar com ele. O marketing é democrático e permite seu uso em qualquer segmento, em qualquer tempo e em qualquer situação financeira. Voltar-se para o cliente não é uma questão de   dinheiro, setor ou tamanho, é questão de filosofia organizacional, de definição de vontades. Afinal é como preconiza Philip Kotler: “Marketing é uma questão de espírito empresarial”.                                                                

Rogério Tobias - Mestre em marketing, administrador, professor dos cursos de graduação e pós-graduação no Uni-BH e UEMG. Diretor executivo da Rogério Tobias Consultoria e Treinamento em Marketing, coach e palestrante.